
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Sol jorrante

Quando o sol bater na crista da água,
E tudo não puder mais voltar atrás,
Você saberá que a fonte da sabedoria da vida,
Está escondida no fundo da existência de ser do ser.
Quando o sol jorrar na beira do mar,
Se concentre na trama de abrir os olhos,
Apalpe o processo da vida, e viva!
Com uma vontade louca de ver quem se ama.
Quando o sol bater na porta da tua casa, abra!
Pois tudo isso, não voltará,
Restará apenas uma vontade boa de viver de novo,
O que não deve ser atendido, apenas vivido,
E se um dia, por acaso, se deparar com a possibilidade da trilha retroceder,
Não aproveite!
Pois tudo passa à sua volta enquanto pensas,
Só que dessa vez, nem vontade boa quedou,
Apenas a vontade de prestar atenção,
Naquilo que agora não é mais aquilo,
Que se transformou, cresceu, evaporou e você nem viu,
Viu, perdeu!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Da Ânsia de Ter Tudo
Que agora eu me conforme em ter cada pequeno pedaço
E desta aceitação venha talvez, quem sabe, a sabedoria de admirar-los
De sentir seu universo, sua completude, sua infinidade
E que a cada momento seja somente um momento
Sem esperar nada em troca, nada melhor, nada mais fantástico
Porque cada nota precisa ser tocada, não por ser essencial à música, mas por ser a única coisa possível no presente instante.
Sem mais.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Bicicletada no dia 29 de outubro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A água passa!
A água passa!
A vida passa, o tempo passa, a idade chega, o bicho pega, você se estressa e a água do rio ainda passa! Passa e sempre passará, enquanto sua cabeça fervilha na sorte do processo da vida.
Uma vez uma hiponga me falou:
- Héi, boa sorte nesse processo da vida!
Aquilo me tocou e de imediato senti a segurança de quem sabia realmente que não precisaria tomar tantas decisões quanto eu, ou quanto vocês.
Com a sapiência de uma pedra que se queda imóvel durante a vida, suavemente ela penetrou nos meus ouvidos e me convenceu.
A água passa, e nada que estiver ao nosso alcance, poderá fazê-la parar de passar.
Sábia ela, que sabe aproveitar cada deleite de água que desliza e passa, pois, enquanto você está aí, a água ainda passa!
domingo, 10 de outubro de 2010
A mentira opressora

Racismo e especismo
Os argumentos racistas, na maioria dos casos, não passam de maus pretextos; mas isso não nos dispensa de examiná-los. Não basta denunciar os racistas malvados; não sendo possível suprimi-los, é preciso convencer. Além disso, no caso do especismo o papel de malvado é de quase todos os humanos, que usam os mesmos argumentos que os racistas para justificar a supremacia que atribuem a si mesmos. O racismo e o especismo são ideologias estreitamente interligadas e a sua semelhança seria evidente para todos se não fosse porque exatamente os anti-racistas são, na maior parte, especistas e, portanto, têm grande interesse em não percebê-lo. A vontade que têm de combater o racismo sem pôr em perigo o especismo leva-os a querer defender a todo custo posições indefensáveis que apresentam, contudo, como essenciais para o anti-racismo. Como para eles a idéia da igualdade dos animais é impensável, é contra os outros animais que querem basear a igualdade humana.
| Os franceses primeiro! | Os humanos primeiro! |
| Deus deu a superioridade aos brancos - | Deus deu a superioridade aos humanos. |
| Alimentamos e protegemos os negros. | Alimentamos e protegemos os animais. |
| Os negros são menos sensíveis do que nós. | Os animais não sabem que sofrem. |
| Os negros dão pouco valor à vida. | Os animais não sabem que vamos matá-los. |
| Os negros são crianças grandes. | Os animais só agem por instinto. |
| Os indígenas guerreiam entre si. | Os animais comem-se entre si. |
| Os negros parecem todos uns com os outros. | Os animais não têm personalidade. |
| Racista, eu? Eu tenho um amigo negro. | Eu amo os animais, não como carne de cavalo. |
| Bater na mulher é uma opção pessoal. | Comer carne é uma opção pessoal. |
domingo, 26 de setembro de 2010
De olhos fechados

De fundo,
O som do silêncio,
E a profunda sensação de vácuo,
Ecoa no corpo vazio.
O que resta da sina,
É a fadiga destra,
Sobre o afago da chama desta,
Que ensina vagarosamente o valor do amor.
Como um violino descansa ao canto,
Ouve o rompido rouco que cala o canto,
Pelo rançoso da mansa crina e meiga,
Num pranto tanto só.
Na ânsia de saborear o dom das coisas,
Chora e adora sentir a dor,
Em busca da vida e do seu prazer,
Chora e derrama sangue pra viver.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Amor de mater
Amor de mater,
Inspiração divina,
Prospecção da vida,
Confluência do ser,
Angustia querida de querer,
Sem comparações no mundo real,
Sentimento vertical,
Onde não se explica a pureza do amor,
Nem se quer explica a coragem que for,
Simplesmente amor de mater,
Sem igual, as vezes nem tão ideal,
Reflexo do padrão,
A ti devo gratidão,
Da educação, da criação, da evolução,
Por ti abdico do meu não,
Pelo sentimento umbiliacal,
Com defeitos e com efeitos,
Incondicional, inconsequente,
De repente, amor de mater.
