
De tudo que passamos na vida,
Só o amor fica!
Só amor é eterno,
Só ele acumula e soma.
Se tem alguma resposta para as perguntas da vida,
Uma delas é dar amor,
Proliferar o amor,
Prolifere o amar.
É o que nos resta neste Natal.
Desde os primórdios da existência humana, em épocas remotas quando o homo sapiens ainda era um animal conduzido por suas inquietações mais rústicas, um extinto dominante conduzia os estímulos que regiam as relações inter seres: o conforto.
Atualmente, esse cenário se repete e o homem civilizado ainda deixa seus estímulos serem levados pela nobre sensação de conforto, só que agora, com o acréscimo de uma enormidade de conceitos e futilidades culturais peculiares à complexidade do homem moderno, adquiridas no trajeto em direção ao mundo civilizado.
Não podemos, contudo, negar que independentemente das babozeiras do homem civilizado, o fator conforto ainda desempenha papel predominante sobre o vai vem das nossas vontades.
O poder que o conforto exerce sobre as relações, é facilmente verificada, por exemplo, na relação entre a mãe e o seu rebento. Seu início se dá no âmago da vida intra-uterina, lá, podemos facilmente viver sem gastar uma energiazinha sequer, logo em seguida, após o descobrimento, nos deparamos desde cedo com as mordomias da maternidade e pouco a pouco as demonstrações de carinhos vão nos cativando.
Isso se repete praticamente em todas as relações afetuosas. Nas relações profissioais, de afinidade, de amizade, de amor, etc., em verdade, sempre buscamos nos aproximar de alguém, justamente porque, de alguma maneira essa pessoa nos transmite uma sensação de conforto ou estabilidade.
Assim, para cada tipo de relação afetuosa que nos desperta uma sensação de conforto, provocamos e requisitamos, numa relação mutualística, gestos de conforto diferenciados. De um pai se busca um abraço; de um namorado se busca um beijo; de um colega se busca estabilidade (não necessariamente nessa mesma ordem) porém, nossa noção de conforto se aguça indistintamente a depender do tipo de relação que cultuamos dentro da nossa realidade social.
A importância de tudo isso, é compreender precisamente a função e o poder que o conforto exerce sobre as nossas vontades, atos e gestos do dia-a-dia, para que assim possamos compreender o que nos leva a ser tão interesseiros.

E o que será que eu quero? 10 meses depois, o que nos aguarda? Talvez seja, exatamente, o nada que nos aguarda. E a loucura estaria, justamente, em se tratar de um nada. Ou seria essa loucura, na verdade, a simplicidade? Por se tratar de um nada, pra quê avaliar tanto, querer entender os detalhes, as vírgulas, os pormenores. Pra quê?
E a você, o que dizer? Eu quis te perguntar, eu quis que você falasse qualquer coisa, qualquer coisa que me desse o mínimo pra entender. Mas isso te afastava e aí eu tinha que morrer em mim. Controlar meu descontrole. Mas veja, parece que, no fim, isso também me afastou, eu precisava saber...
E ontem, depois de 10 meses, eu queria te ver, sorrir pra você. Sorrir minha alma pra você! Me entregar, me jogar. Mas eu não consegui. Senti até uma vontade estranha de fugir, mas, mais uma vez, controlei o meu descontrole.
Um descontrole diferente dessa vez. Já não havia vozes efusivas, ansiosas por serem caladas por você. Estranhamente, até para minha surpresa, elas assistiram a tudo (ou nada) espiando o que acontecia sem muita vontade. Sem fazer menção, a qualquer tempo, de falar o que quer que fosse.
Não sei como vai ser. Se vou te querer ou se vou te afastar.
Dormir abraçados no final foi legal. Mas até que ponto? Foi bom estar com você ou foi bom estar com as coisas que só você faz? Eu não tenho a resposta agora. Ou, ao menos, não acredito muito na resposta que tenho.
Será que a gente pode voltar tudo bem pro comecinho? Aí viveríamos aquele momento mágico, apaixonado e, ainda, inocente. Mas não, nada pode ser como antes. Como poderia? A pureza foi manchada, agora é ferida...
Eu queria achar covarde te culpar, ser politicamente correta. Acontece que eu não acho covarde. Pra mim, a culpa é sua! A culpa da gente tá assim é toda sua. E aí não adiantam tantas declarações ditas baixinhas na madrugada. O medo de assumir pro mundo fez o vento levar seus sussurros, fazendo minhas súplicas se perderem no vazio.
Mas eu acho que no fim eu não quero me perder de você. Eu quero é me perder em você. Mas antes, eu quero lavar minha alma, deitadinha encaixada nos seus ombros. Quero deixar esse choro, essas lágrimas presas há quase um ano, banharem, silenciosamente o seu ser.
E aí, talvez você entenda. Talvez, me libertando desse embrulho que tá aqui eu possa, finalmente, me entregar mais uma vez.
Mas você poderia acabar fugindo e eu não quero. Mesmo sem te querer, não quero te perder.
As lágrimas permanecerão aqui, então. O medo de te perder será o mesmo que continuará te matando aos poucos em mim.......


Quando o sol bater na crista da água,
E tudo não puder mais voltar atrás,
Você saberá que a fonte da sabedoria da vida,
Está escondida no fundo da existência de ser do ser.
Quando o sol jorrar na beira do mar,
Se concentre na trama de abrir os olhos,
Apalpe o processo da vida, e viva!
Com uma vontade louca de ver quem se ama.
Quando o sol bater na porta da tua casa, abra!
Pois tudo isso, não voltará,
Restará apenas uma vontade boa de viver de novo,
O que não deve ser atendido, apenas vivido,
E se um dia, por acaso, se deparar com a possibilidade da trilha retroceder,
Não aproveite!
Pois tudo passa à sua volta enquanto pensas,
Só que dessa vez, nem vontade boa quedou,
Apenas a vontade de prestar atenção,
Naquilo que agora não é mais aquilo,
Que se transformou, cresceu, evaporou e você nem viu,
Viu, perdeu!

Que agora eu me conforme em ter cada pequeno pedaço
E desta aceitação venha talvez, quem sabe, a sabedoria de admirar-los
De sentir seu universo, sua completude, sua infinidade
E que a cada momento seja somente um momento
Sem esperar nada em troca, nada melhor, nada mais fantástico
Porque cada nota precisa ser tocada, não por ser essencial à música, mas por ser a única coisa possível no presente instante.
Sem mais.