Em 2011, eu quero Atenção
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Lista de Pedidos pra 2011
Em 2011, eu quero Atenção
Templo meu...

Meu corpo é esse templo
Completo e de arquitetura vanguardista
Nele guardo todos os possíveis encontros e desencontros
Respeitando uma moda
Que ora vela pelo amor, ora vela pelo amado
Contente pelo fato
Da existência ser permanente
E de não haver necessidade
De incenso ou mirra
Pra nutrir meu ambiente
Um templo respeitável
Corpo meu,
bem desenhado
De curvas e simetrias impares
Onde a física permite união sedenta
Com tantos outros templos
O respeito ao templo meu
Perpassa as vinte e quatro horas
Perpassa as estações
Sobrepõem-se aos minutos
O cuidado do corpo meu
Se dá por amor ao construtor deste meu templo
Que me ensinou de forma deveras estranha
Que meu templo é singular e incerto
Respeitoso e honrável a qualquer outro templo apresentado
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Do Conforto Produtivo
Quando precisar percorrer um grande caminho, atenha-se ao conforto produtivo.
O que é isso? Basicamente é o máximo dispêndio de energia e esforço, no limite do confortável, agradável. Seu esforço não deve gerar dores, aflições, afoitamento, ansiedade, ou quaisquer outros sintomas de desconforto, mas sempre dando o máximo de si (até este limite).
Este é o ponto que nos permite percorrer os maiores caminhos (nas atividades em que este conceito poderá ser aplicado), haja vista ser o equilíbrio entre a rotina que levaria à exaustão e aquela que não te levaria muito longe, por ser preguiçosa demais.
Este foi um bom aprendizado da viagem de bicicleta pra Moreré (neste caso, a questão envolve principalmente a sabedoria no uso das marchas), mas que pode ser estendida para outras áreas da vida.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Você merece

E é do simples que queremos,
pensamos e sentimos
que o real toma forma
Todos os sonhos, mistérios e preces podem, realmente, chegar ao fim
Só precisamos de um pé no pedal e o outro no céu
Os caminhos serão difíceis, as angústias maiores ainda,
mas existe o lugar, a mulher, os amigos, o barro, o mar, as estrelas,
o sossego, a paz, as aventuras, as rupturas e as vitórias
O que aprendi nestes últimos dias?
Que a vida é um livro aberto de incríveis possibilidades.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Eu vôo
Num balaio só,
A anciedade de partir,
O amordaçado sorrir,
O céu não é o limite,
O mar mostra o caminho,
Não estarei sozinho,
Com boas andorinhas,
Amigas vizinhas de pensamento,
Tudo no intento de romper,
De tecer a nossa história,
Avançar na posteridade,
Uma coisa que causa anciedade:
É voar sem bater asas.
O objetivo é gastar,
Jogar energia boa pro ar,
Gastar com segurança,
Sem barreiras nos melindres,
Viajando na distância,
Não sei o que nos espera,
Espero que boa era,
Espero que boa gente,
Saudades de quem fica - x, de quem sente...
Saudades de mim,
Munidos até a alma,
Pão, água, batata e raiz,
Transformar num mero triz,
A vontade de fazer e o sonho de realizar,
Uma linda viagem...lá...lá, lá...lá, lá...
Sorte para nós!!!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Cicloturismo pelo Sul da Bahia - 2

Olá pessoal! Tudo bem?!
Dia 25, eu, Matheus Cotrim e João Lins começaremos nossa viagem de bicicleta pelo Sul da nossa amada Bahia.
Até como forma de registro pra posteridade, postaremos algumas fotos com relatos da viagem (isso depois da viagem, é claro). Esperamos que tudo saia da melhor forma possível e que esta seja apenas a nossa primeira viagem sobre as magrelas.
Se alguém estiver a fim de dar um passeio de bike pela Chapada no meio de 2011... :D
Bom, Feliz Natal e 2011 para todo mundo. Muita felicidade, alegria, saúde e coisas belas para todos nós.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O que nos resta é amar!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Conforto
Desde os primórdios da existência humana, em épocas remotas quando o homo sapiens ainda era um animal conduzido por suas inquietações mais rústicas, um extinto dominante conduzia os estímulos que regiam as relações inter seres: o conforto.
Atualmente, esse cenário se repete e o homem civilizado ainda deixa seus estímulos serem levados pela nobre sensação de conforto, só que agora, com o acréscimo de uma enormidade de conceitos e futilidades culturais peculiares à complexidade do homem moderno, adquiridas no trajeto em direção ao mundo civilizado.
Não podemos, contudo, negar que independentemente das babozeiras do homem civilizado, o fator conforto ainda desempenha papel predominante sobre o vai vem das nossas vontades.
O poder que o conforto exerce sobre as relações, é facilmente verificada, por exemplo, na relação entre a mãe e o seu rebento. Seu início se dá no âmago da vida intra-uterina, lá, podemos facilmente viver sem gastar uma energiazinha sequer, logo em seguida, após o descobrimento, nos deparamos desde cedo com as mordomias da maternidade e pouco a pouco as demonstrações de carinhos vão nos cativando.
Isso se repete praticamente em todas as relações afetuosas. Nas relações profissioais, de afinidade, de amizade, de amor, etc., em verdade, sempre buscamos nos aproximar de alguém, justamente porque, de alguma maneira essa pessoa nos transmite uma sensação de conforto ou estabilidade.
Assim, para cada tipo de relação afetuosa que nos desperta uma sensação de conforto, provocamos e requisitamos, numa relação mutualística, gestos de conforto diferenciados. De um pai se busca um abraço; de um namorado se busca um beijo; de um colega se busca estabilidade (não necessariamente nessa mesma ordem) porém, nossa noção de conforto se aguça indistintamente a depender do tipo de relação que cultuamos dentro da nossa realidade social.
A importância de tudo isso, é compreender precisamente a função e o poder que o conforto exerce sobre as nossas vontades, atos e gestos do dia-a-dia, para que assim possamos compreender o que nos leva a ser tão interesseiros.



