segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
"Dia a dia, peça a peça, quebra-cabeças
E a imagem que vai se formando
Tempestades, calmarias, busca isessante
E o barco segue navegando, santa paciência
Ponto a ponto, guerra e trégua nos bastidores
O palco se transformando
Ponto a ponta, luz e treva, composição
Compostos se abraçando, jogo e natureza
Jogo e natureza, jogo e natureza"
Pílulas de Lucidez...
Só sendo muito louco
pra acreditar em
Horóscopo...
e só estando muito
apaixonado
para além de ver o
seu,
acompanhar o dela.
sábado, 18 de agosto de 2012
O amor é líquido
O amor é líquido, como a chuva e a lágrima. Como quando saio
de casa de manhã cedinho e sinto o cheiro a umidade da chuva que virá. Como
quando numa madrugada de vinho e amizade, a tormenta se aproxima devagar e de
repente o céu de nuvens se ilumina de raios escondidos e esperamos com
ansiedade curiosa o barulho do trovão que com certeza virá. A certeza de que
virá e será mais alto que o anterior – ou não –, mas virá, e é depois, porque
somos tão pequenos nessa imensidão de universo, e somos tão grandes nesse
universo dentro de nós. E aí é quando a terra se acalma, se amansa, se molha na
sua secura diária, se assenta e se reconhece terra. Mas é noite e a chuva
também mata muita gente, e alaga as ruas e inunda as casas. E sempre que chove
me vem esse mesmo desejo inocente de que a chuva caia leve e paciente para
todos e todas. Porque ela é linda, e não pode ser que a beleza sempre tenha que
vir acompanhada da dor. Tanto que esperávamos por ela, disso se falava pelas
ruas, “que llueva, que llueva”, e a terra se assenta um pouco. Eu me assento,
porque olho o pátio, e a gata, assustada, brinca com as gotas que caem. Escuto o
barulho da chuva nas plantas e a risada do Dani, coloco Piazzolla no rádio
porque me parece que é música feita pras noites de tormenta. Me assento e me
acalmo, porque a chuva é líquida e simples como o amor, e a gente só aceita e ri
e chora e luta.
O amor é líquido como quando choro, e o sentimento vira água
salgada que brota dos meus olhos e me molha a cara, me assenta o rosto, e é sentimento
materializado líquido: aquele nozinho que se forma no peito, mais lá dentro que
o coração, naquele dentro infinito que senti um dia como o universo – o universo
infinito que habita dentro de mim. Esse nó vai subindo e vai se desatando, com
paciência e sem pressa, como quem caminha pela minha garganta querendo e
sabendo sair. E sobe, sobe até a cabeça, se concentra nos olhos por um segundo
para então se desfazer – e se formar lágrima, gota, rio de água salgada,
cachoeira de mim. E lava, limpa, chove e assenta.
O amor é líquido como a Ayahuasca, o suor, o amor. Como
quando entro no mar e esqueço quem sou; como quando entro no rio e já não tenho
corpo, porque sou água que me leva com a correnteza e eu vou, lenta e precisa,
conhecendo montanhas e corpos, banhando pedras e folhas. E às vezes sou mangue,
outras sou lago, e sempre sempre deságuo no mar. É assim como mergulhar no
amor, todos os dias; lembrar que o amor é líquido, é sangue vermelho fluindo, é
a água para o mate ou o café, é aquela vontade de nascer e crescer, mas também
às vezes voltar para a barriga da mãe – mergulhada em amor.
Mergulhar no amor todos os dias de nossas vidas.
domingo, 5 de agosto de 2012
Sei lá...sei lá...
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.
Toquinho e Vinícius
sábado, 28 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Eu não sou amante de demonstrações públicas de afeto, Mesmo assim
eu preciso te dizer essas meia verdades, Só tenho metade da verdade pra te
oferecer, vez que não bebi da sabedoria
do mundo.Não gosto das pessoas ao seu entorno, não aguento mais ouvir falarem
mal de vc, ou falarem que falaram mal de vc, não aguento mais vc em más
companhias (sim, elas existem), não aguento vc perto de quem não te ama. Todo o
foco na sua vida é o outro, sim, isso poderia ser nobre mas é degradante... Não ver o outro arcar com suas consequências,
ver você se desesperar, vc chamar de amiga ou de amor já chega a me dar
ojeriza...todo o respeito se dissolveu, passo por sérias crises de consciência
e vc enxerga tudo ao seu entorno, menos a mim. É como se o amor que eu te
dedico crescesse e minorasse. É como se todo o meu querer bem estivesse por se
esvair. Eu te amo, te quero bem, mas eu não concordo com nenhum passo ou
escolha sua. Nem devo, não sou tua voz de consciência. Então eu apelo, seja ao
bom senso, a força ou antipatia, mas vc me olha e não me vê... Da mesma forma
sutil que te abordei antes, novamente me apresento. Te peço desculpa, não
concordo com as suas escolhas, deve ser culpa da ojeriza. Dorme, divaga e
pensa, só não esquece de acordar!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Soneto do amigo
"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
Vinicius de Moraes
Feliz dia do amigo, queridos.
Feliz dia do amigo, queridos.
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