Viva Cosme e viva Damião!
:D
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
sábado, 15 de setembro de 2012
Salve Batatinha! Salve o Samba da Bahia!
"Sou profissional do sofrimento
Professor do sentimento
Do amor fui artesão
Mestre do viver já fui chamado
Conselheiro do reinado
Cujo rei é o coração
Quebrei do peito a corrente
Que me prendia à tristeza
Dei nela um nó de serpente
Ela ficou sem defesa
Mas não fiquei mais contente
Nem ela menos acesa
Tristeza que prende a gente
Dói tanto quanto a que é presa
Abri meu peito por dentro
O amor entrou como um raio [é Iansã]
Saí correndo do centro
Dentro do vento de Maio [ou de Setembro...]"
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
"DEVAGAR, O TEMPO TRANSFORMA TUDO EM TEMPO. O ÓDIO TRANSFORMA-SE EM TEMPO. O AMOR TRANSFORMA-SE EM TEMPO. A DOR TRANSFORMA-SE EM TEMPO. OS ASSUNTOS QUE JULGAMOS MAIS PROFUNDOS, MAIS IMPOSSÍVEIS, MAIS PERMANENTES E IMUTÁVEIS, TRANSFORMAM-SE DEVAGAR EM TEMPO. MAS, POR SI SÓ, O TEMPO NÃO É NADA, A IDADE NÃO É NADA, A ETERNIDADE NÃO EXISTE."
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
"Dia a dia, peça a peça, quebra-cabeças
E a imagem que vai se formando
Tempestades, calmarias, busca isessante
E o barco segue navegando, santa paciência
Ponto a ponto, guerra e trégua nos bastidores
O palco se transformando
Ponto a ponta, luz e treva, composição
Compostos se abraçando, jogo e natureza
Jogo e natureza, jogo e natureza"
Pílulas de Lucidez...
Só sendo muito louco
pra acreditar em
Horóscopo...
e só estando muito
apaixonado
para além de ver o
seu,
acompanhar o dela.
sábado, 18 de agosto de 2012
O amor é líquido
O amor é líquido, como a chuva e a lágrima. Como quando saio
de casa de manhã cedinho e sinto o cheiro a umidade da chuva que virá. Como
quando numa madrugada de vinho e amizade, a tormenta se aproxima devagar e de
repente o céu de nuvens se ilumina de raios escondidos e esperamos com
ansiedade curiosa o barulho do trovão que com certeza virá. A certeza de que
virá e será mais alto que o anterior – ou não –, mas virá, e é depois, porque
somos tão pequenos nessa imensidão de universo, e somos tão grandes nesse
universo dentro de nós. E aí é quando a terra se acalma, se amansa, se molha na
sua secura diária, se assenta e se reconhece terra. Mas é noite e a chuva
também mata muita gente, e alaga as ruas e inunda as casas. E sempre que chove
me vem esse mesmo desejo inocente de que a chuva caia leve e paciente para
todos e todas. Porque ela é linda, e não pode ser que a beleza sempre tenha que
vir acompanhada da dor. Tanto que esperávamos por ela, disso se falava pelas
ruas, “que llueva, que llueva”, e a terra se assenta um pouco. Eu me assento,
porque olho o pátio, e a gata, assustada, brinca com as gotas que caem. Escuto o
barulho da chuva nas plantas e a risada do Dani, coloco Piazzolla no rádio
porque me parece que é música feita pras noites de tormenta. Me assento e me
acalmo, porque a chuva é líquida e simples como o amor, e a gente só aceita e ri
e chora e luta.
O amor é líquido como quando choro, e o sentimento vira água
salgada que brota dos meus olhos e me molha a cara, me assenta o rosto, e é sentimento
materializado líquido: aquele nozinho que se forma no peito, mais lá dentro que
o coração, naquele dentro infinito que senti um dia como o universo – o universo
infinito que habita dentro de mim. Esse nó vai subindo e vai se desatando, com
paciência e sem pressa, como quem caminha pela minha garganta querendo e
sabendo sair. E sobe, sobe até a cabeça, se concentra nos olhos por um segundo
para então se desfazer – e se formar lágrima, gota, rio de água salgada,
cachoeira de mim. E lava, limpa, chove e assenta.
O amor é líquido como a Ayahuasca, o suor, o amor. Como
quando entro no mar e esqueço quem sou; como quando entro no rio e já não tenho
corpo, porque sou água que me leva com a correnteza e eu vou, lenta e precisa,
conhecendo montanhas e corpos, banhando pedras e folhas. E às vezes sou mangue,
outras sou lago, e sempre sempre deságuo no mar. É assim como mergulhar no
amor, todos os dias; lembrar que o amor é líquido, é sangue vermelho fluindo, é
a água para o mate ou o café, é aquela vontade de nascer e crescer, mas também
às vezes voltar para a barriga da mãe – mergulhada em amor.
Mergulhar no amor todos os dias de nossas vidas.
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