quarta-feira, 28 de novembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012




"Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender

Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz

E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão

E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão"

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Vocês ão de convir que as pessoas são mágicas..
e magia não se vê assim, não se salta a vista.

Essa nossa cultura espera que tudo que transcende seja pulsante e luminoso,
não, não é...
Vez ou outra tudo que diz respeito ao nosso ciclo
está contido no detalhe do detalhe!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

E não há de me agradar, especificamente, o terceiro minuto da aurora
e nem por isso haverá aborrecimento.
Acontece que os raios de sol nascem para todos,
se moldam a várias vistas,
expectados por multidões.

Não há de haver sofrimento, angustia ou dissabor
se dos frutos que caiam da árvore
justo o meu não me agradou...
Foram sementes pensadas para o mundo
e não para o meu universo...

 Me será dado constantemente
e a oferta já é presente.
Assim, que saiba eu, tão reticente, receber o AMOR!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lírios
delícia
surpresa
gostoso
espaço
virtude
sorriso.


Pronto, já encontrei palavras pra adoçar a boca!

sábado, 6 de outubro de 2012

Aqui encontro-me embora resistentemente desencontrada

Só eu e o chá quente,
a gripe remediável,
o desejo morno
e o horizonte pleno.

Faz tempos que não me sento assim
acendo o incenso,
esquento a água,
aqueço o coração.

Sem julgamentos,
sem pausas, sem continuações, sem detalhes, sem pedidos, sem defeitos.
Só.

Apenas.

Neste instante. Após sofridos momentos de aflição.
Essa minha quimera, deseja ser o outro, tomar-lhe o tempo,
tornar-me ele. Sem viver o fato, o ato, a cena.
Sem dramatizar, sofrer, chorar, sem sentir pena.
Apenas beber do mel de quem me salta a vista.

Adiante, ante aquela colina, encontro-me, eu!
Desencontrada, dizendo-me agouros.

Pxii, huuuuum, aaaaaaaahhhhhh!
Huuuuum, aaah, pxiuuuuuuuuuuuu.

Acalma-te alma pequena,
sereneia, assussega, não se apequenta.

Só lhe resta o hoje,
e um medo imenso, paralisante, paralelo a tua coragem!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Incendiário


A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meio aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida.

Mario Quintana

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Onze




Salve a orquestra!

"Agora posso ir e não olhar pra trás
Passado tudo aquilo que se desfaz
Foi bom te ter mais uma vez, saber te perdoar
E dar por fim da mágoa de um mal amar

Hoje quero crer que não foi mesmo em vão
Escolho solitude à solidão
Foi bom te ter mais uma vez, poder te abandonar
E dar por fim da mágoa de um mal amar

Quem feriu meu coração fui eu, mais ninguém
Quem feriu meu coração foi você também

Agora posso ir e não olhar pra trás
Passado tudo aquilo que se desfaz
Foi bom te ter mais uma vez, poder te perdoar
E dar por fim da mágoa de um mal amar

Hoje quero crer que não foi mesmo em vão
Escolho solitude à solidão
Foi bom te ter mais uma vez, saber te abandonar
E dar por fim da mágoa de um mal amar

Quem feriu meu coração fui eu, mais ninguém
Quem feriu teu coração foi você também
Quem feriu meu coração fui eu, mais ninguém
Quem feriu teu coração foi você também"