quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Tem anjo que só não mostra as asas
Elas encontram-se coladas na alma
Mais fácil na vida pra disfarçar
Tem anjo que se mostra no sorriso,
No olho atento do outro, no espaço, na verdade
E é tão lustroso que salta as vistas.
Já tem anjo que se mostra no contato
O toque, o passo, o cheiro.
É tudo de anjo, só pode ser.
E tem você, que olha atento,
Que não perde o compasso,
Que sorri no adverso,
Que percorre o incontroverso
Tudo em nome da felicidade!
Que não perde o compasso,
Que sorri no adverso,
Que percorre o incontroverso
Tudo em nome da felicidade!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Gentileza
Toda fotografia é um portal aberto para outra dimensão:
o passado. A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do
tempo, transformando o que é naquilo que já não é mais, porque
o que temos diante dos olhos é transmudado imediatamente
em passado no momento do clique. Costumamos dizer
que a fotografia congela o tempo, preservando um momento
passageiro para toda a eternidade, e isso não deixa de ser
verdade. Todavia, existe algo que descongela essa imagem:
nosso olhar. Em francês, imagem e magia contêm as mesmas
cinco letras: image e magie. Toda imagem é magia, e nosso
olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado
nas geleiras eternas do tempo fotográfico.
Toda fotografia é uma espécie de espelho da Alice do
País das Maravilhas, e cada pessoa que mergulha nesse
espelho de papel sai numa dimensão diferente e vivencia experiências
diversas, pois o lado de lá é como o albergue espanhol
do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. Além
disso, o significado de uma imagem muda com o passar do
tempo, até para o mesmo observador.
Variam, também, os níveis de percepção de uma fotografia.
Isso ocorre, na verdade, com todas as artes: um músico,
por exemplo, é capaz de perceber dimensões sonoras inteiramente
insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, um fotógrafo
profissional lê as imagens fotográficas de modo diferente
daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia, a “escrita
da luz”. Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à
magia de uma foto.
(Adaptado de Pedro Vasquez, em Por trás daquela foto. São
Paulo: Companhia das Letras, 2010)
domingo, 20 de janeiro de 2013
A Padroeira
Oração da Pacificação
Mãe Santa, defenda-me da inveja e
de influências negativas, ilumina meu
caminho e traz-me a Paz.
Pacifica meu coração,
desfazendo todas as mágoas.
Guia sempre meus passos
na presença da alegria.
Daime a devoção e a gratidão
pela vida em todos os meus atos.
Que o bem seja sempre o elo de ligação
com o meu semelhante. Amém.
Salve o sincretismo religioso. Salve!
http://www.youtube.com/watch?v=bdEklxnlIvU
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu"
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Viva o ano de Ogum! Ogunhê!
2013...ano de lutas, batalhas e vitórias! Sem dúvida o melhor ano de nossas vidas!
Ano de Ogum! Ogunhê meu pai!
Ogum, meu Pai - Vencedor de demanda,
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá - Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá - Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!
Vanessa da Mata - As Palavras (video clipe oficial)
As palavras saem quase sem querer,
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Sozinha sentada na beira do rio
No dia da Lavagem do Senhor do Bonfim, irei caminhando do Comércio à Igreja, cantando, dançando, rindo e bebendo, junto com toda essa gente preta da Bahia - minha gente, minha raiz de fé - fazendo festa. É festa! Avisem aos orixás, "manda descer pra ver", na Terra tem um monte de gente preta marchando pelas ruas em nome do seu santo.
Chegando lá eu vou agradecer e também vou pedir, "toda fé tem um andor" e todo mundo tem ao menos uma fé. A fé é uma só. Eu vou pedir, porque tenho fé; vou pedir ao Senhor do Bonfim, a Oxalá, a Iansã, a Yemanjá, a Oxum; a todos os orixás; a mim mesma. Vou me pedir a verdade, a "verdadeira natureza interior", sem medo nem vergonha; deixar falar aquelas vozes caladas durante muito tempo, oprimidas. Vou me pedir que seja eu. E vou pedir também que as minhas feridas cicatrizem. Vou pedir a cura. Será sempre cicatriz, o meu corpo será prova do que vivi, não pretendo esquecer. Mas quero a cura. A cura permanente, a capacidade de encher de amor cada dor, misturando e fechando pouco a pouco a carne exposta. Se fechando, se protegendo, dia a dia, todos os dias da minha vida. Quero pedir proteção: "eu não ando só". Então lembro que não estou tão sozinha, que não sou tão dona da minha verdade, que faço parte de algo maior, infinito e belo, e que sirvo à harmonia da qual dependo, da qual dependemos.
Então acredito na paz do fim dos tempos.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Soltando a Pedra - Treinando para Viver a Paz
Partimos da reflexão sobre nossa disposição para viver cada momento de nossos dias com vontade a todo vapor e energia abundante. Há diversas dicas de ‘bem estar’ e para o ‘Viver Bem’, que passam pela alimentação, pelo ‘respirar correto’, pela qualidade do sono, pelas motivações que justificam viver cada fato, mas em destaque apresento a economia de energia psíquica. É possível verificar que em diversos momentos nossa energia psíquica, em particular nossa disposição mental, parece ficar desgastada, reduzida, tensa: é como se o cansaço mental limitasse até o ato de pensar ordenadamente e de agir de acordo com o que se intenciona e o que se pensa. Na realidade, amigo leitor, não só parece: é um fato! Cansaço mental é um fato e um dos limitadores de desempenho nas relações e na qualidade de vida.
Alguns dizem que o desgaste é causado por excesso de atividade mental, e a essa ideia eu credito validade, sem dúvidas! Contudo, há uma situação em particular que chama muito nossa atenção por resultar não só em desgaste mental, mas também em experiência de sofrimento – e sofrimento evitável – e justamente por ser algo que está sob nossa vontade, torna-se, nesse momento, o foco de nossa reflexão: o pensamento ao qual nos apegamos e que significa ou resignifica uma situação ou fato e ao qual não queremos nos soltar.
A que me refiro exatamente? Àquele pensamento ou padrão mental que parece insistente, e que dá significado a uma situação que vivemos ou mesmo uma relação pessoal, e compromete nossa qualidade de vida à medida que persiste e consome nossa energia, além de causar sofrimento. Consideremos alguns exemplos: o pensamento que tem por alvo o ciúme e a possessividade, o pensamento ou padrão mental que tem por alvo que nosso trabalho é somente fonte de stress, o pensamento que tem por núcleo que nada funciona em nossa vida – quando, por exemplo, a TV pifa na hora da novela. São pensamentos retroalimentados por tônica negativa e que, em razão de causar sofrimento, é algo rejeitado, combatido até, mas mesmo assim está sempre presente: “ela vai acabar se interessando por outro” ou “o trabalho só me causa sofrimento, quão bom seria se pudesse parar tudo” ou “sou azarado e nada funciona em minha vida: basta eu desejar um pouco de paz para que algo deixe de funcionar... e justo na hora da novela!”.
Há pelo menos dois elementos muito, mas muito curiosos, em pensamentos aos quais nos apegamos e que são causa de sofrimento: o primeiro é nossa insistência em conservar um elemento totalmente contraproducente; em segundo, a necessidade ou a quase inevitável relação com a realidade de modo a filtrar eventos, fatos e acontecimentos para encontrar provas que validem o padrão mental. Vejamos como isso ocorre: o ciúme pode estimular o sujeito a encontrar provas de que é justificável pensar do modo que pensa – como se o pensamento quisesse sobreviver ou tivesse que. Então se alguém olha para sua parceira, ou se ela olha para uma direção qualquer em que haja pessoas, ou se ela sorrir ao conversar com alguém, tudo prova que o sujeito está sob-risco e que pode ser “passado para trás” a qualquer instante. E o sujeito? Sofre. E a relação? Também sofre. Nesse caso, o apego ao padrão mental que nutre o ciúme é sustentado pela tentativa de controle e pelo desejo de evitar que o que é temido possa se concretizar. Medo de remotas possibilidades e necessidade de controle. Quantas relações não acabam por causa de remotas possibilidades – medo e controle (ciúme)?
Seja qual for a situação vivida, o padrão mental quase obsessivo e o pensamento persistente, considere que é como uma pedra preciosa em suas mãos. Uma pedra bruta, cheia de pontas e asperezas que ferem. O que fazer com algo que fere nossas mãos enquanto seguramos? Soltar. Eis o que precisamos fazer: soltar a pedra. Mas e o valor dela, e a importância dela? A preciosidade está no aprendizado que podemos extrair da experiência de conhecermos a pedra, ou melhor, o pensamento, e o reeditar de modo a substituí-lo por outro que não seja sabotador.
Tomemos os exemplos: do ciúme, do medo de ser deixado de lado e do desejo de controlar, migremos para a confiança em quem amamos e em nós mesmos; da impressão de que o trabalho só têm desvantagens, a solene decisão de permanecer nele ou de partir para outros prados e, se a escolha for permanecer, não fixar o olhar nos espinhos do caule da rosa, mas sim no todo, principalmente na flor e no seu perfume e beleza; da impressão de que nada funciona quando a TV para de funcionar na hora da novela, para a impressão de que um evento pode não funcionar conforme o desejado, mas centenas de outros fatos funcionam, e as centenas de outras coisas que permanecem funcionando têm o seu valor.
Estabelecemos relações de preservação do que é improdutivo ou até contraproducente, na tentativa de garantirmos algum controle sobre nossas vidas: sem que percebamos, nos sentimos relativamente frágeis, e por isso mesmo não apreciamos correr riscos, ou mudar o “status quo”, e tampouco apreciamos a entrega em confiança à vida, à Razão que permeia tudo e todas as coisas, ao fluxo, se não houver ao menos algum meio de preservação do controle. Não apreciamos correr o risco, pois desejamos muito o prazer, a estabilidade e a segurança em nossas vidas, mesmo que a preço de sofrimento. Isso soa contraditório, mas um exame até superficial de nossas experiências comprovam esses fatos. A soltura e a confiança no Fluxo da existência – de modo incondicionado - correspondem a uma escolha audaciosa, porém gratificante e realizadora.
Quanto ao conforto associado ao que funciona ou não funciona em nossas vidas, é simples notar que o exercício do reconhecimento -diariamente observar as inúmeras dádivas em nossas vidas– produz a “inteligência da gratidão”, que além de deliciosa é muito instrutiva. Se o televisor parou de funcionar no momento que o programa predileto iria começar pode se revelar uma grande oportunidade de compreensão da existência de incontáveis fontes de realização além daquele programa de TV, e não dependemos da TV, ou em outros termos, nossa realização e nosso bem estar não estão condicionados a um entretenimento ou outro evento qualquer que seja. E sejamos amigos da simplicidade nesse campo, amigos: enquanto nosso coração pulsar, nossos corpos servirem de abrigo, já temos muitas e muitas coisas funcionando perfeitamente em nossas vidas, que tal?
Seja qual for o pensamento ou o padrão mental sabotador, podemos aprender com a relação que estabelecemos com nossa realidade à medida que a resignificamos de acordo com tais padrões mentais, e, principalmente, podemos aprender a valiosíssima lição de soltar, desprender, nos desapegarmos de tais pensamentos. A pedra fere a mão? Soltemos a pedra. Abrir mão, desapegar, reeditar um pensamento, escolher um modo de pensar diferente para substituir o que nos fere ou até que fere alguém é algo simples e realizável. Soltemos as pedras, amigo leitor, e treinemos a substituição de pensamentos inválidos por aqueles que são escolhidos, válidos e nutritivos. E então, vamos prosseguir e treinar? Um grande abraço.
Marcelo Hindi – Professor e Psicoterapeuta Holístico
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