Could you be loved and be loved?
sábado, 16 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Tem anjo que só não mostra as asas
Elas encontram-se coladas na alma
Mais fácil na vida pra disfarçar
Tem anjo que se mostra no sorriso,
No olho atento do outro, no espaço, na verdade
E é tão lustroso que salta as vistas.
Já tem anjo que se mostra no contato
O toque, o passo, o cheiro.
É tudo de anjo, só pode ser.
E tem você, que olha atento,
Que não perde o compasso,
Que sorri no adverso,
Que percorre o incontroverso
Tudo em nome da felicidade!
Que não perde o compasso,
Que sorri no adverso,
Que percorre o incontroverso
Tudo em nome da felicidade!
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Gentileza
Toda fotografia é um portal aberto para outra dimensão:
o passado. A câmara fotográfica é uma verdadeira máquina do
tempo, transformando o que é naquilo que já não é mais, porque
o que temos diante dos olhos é transmudado imediatamente
em passado no momento do clique. Costumamos dizer
que a fotografia congela o tempo, preservando um momento
passageiro para toda a eternidade, e isso não deixa de ser
verdade. Todavia, existe algo que descongela essa imagem:
nosso olhar. Em francês, imagem e magia contêm as mesmas
cinco letras: image e magie. Toda imagem é magia, e nosso
olhar é a varinha de condão que descongela o instante aprisionado
nas geleiras eternas do tempo fotográfico.
Toda fotografia é uma espécie de espelho da Alice do
País das Maravilhas, e cada pessoa que mergulha nesse
espelho de papel sai numa dimensão diferente e vivencia experiências
diversas, pois o lado de lá é como o albergue espanhol
do ditado: cada um só encontra nele o que trouxe consigo. Além
disso, o significado de uma imagem muda com o passar do
tempo, até para o mesmo observador.
Variam, também, os níveis de percepção de uma fotografia.
Isso ocorre, na verdade, com todas as artes: um músico,
por exemplo, é capaz de perceber dimensões sonoras inteiramente
insuspeitas para os leigos. Da mesma forma, um fotógrafo
profissional lê as imagens fotográficas de modo diferente
daqueles que desconhecem a sintaxe da fotografia, a “escrita
da luz”. Mas é difícil imaginar alguém que seja insensível à
magia de uma foto.
(Adaptado de Pedro Vasquez, em Por trás daquela foto. São
Paulo: Companhia das Letras, 2010)
domingo, 20 de janeiro de 2013
A Padroeira
Oração da Pacificação
Mãe Santa, defenda-me da inveja e
de influências negativas, ilumina meu
caminho e traz-me a Paz.
Pacifica meu coração,
desfazendo todas as mágoas.
Guia sempre meus passos
na presença da alegria.
Daime a devoção e a gratidão
pela vida em todos os meus atos.
Que o bem seja sempre o elo de ligação
com o meu semelhante. Amém.
Salve o sincretismo religioso. Salve!
http://www.youtube.com/watch?v=bdEklxnlIvU
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
"Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu"
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Viva o ano de Ogum! Ogunhê!
2013...ano de lutas, batalhas e vitórias! Sem dúvida o melhor ano de nossas vidas!
Ano de Ogum! Ogunhê meu pai!
Ogum, meu Pai - Vencedor de demanda,
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá - Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!
Poderoso guardião das Leis,
Chamá-lo de Pai é honra, esperança, é vida.
Vós sois meu aliado no combate às minhas inferioridades.
Mensageiro de Oxalá - Filho de OLORUN.
Senhor, Vós sois o domador dos sentimentos espúrios,
depurai com Vossa espada e lança,
Minha consciente e inconsciente baixeza de caráter.
Ogum, irmão, amigo e companheiro,
Continuai em Vossa ronda e na perseguição aos
defeitos que nos assaltam a cada instante.
Ogum, glorioso Orixá, reinai com Vossa falange
de milhões de guerreiros vermelhos e
mostrai por piedade o bom caminho
para o nosso coração, consciência e espírito.
Despedaçai, Ogum, os monstros que habitam nosso ser,
Expulsai-os da cidadela inferior.
Ogum, Senhor da noite e do dia
e de mãe de todas as horas boas e más,
livrai-nos da tentação e apontai o caminho
do nosso Eu.
Vencedor contigo, descasaremos
na paz e na Glória de OLORUN.
Ogumhiê Ogum
Glória a OLORUN!
Vanessa da Mata - As Palavras (video clipe oficial)
As palavras saem quase sem querer,
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Sozinha sentada na beira do rio
No dia da Lavagem do Senhor do Bonfim, irei caminhando do Comércio à Igreja, cantando, dançando, rindo e bebendo, junto com toda essa gente preta da Bahia - minha gente, minha raiz de fé - fazendo festa. É festa! Avisem aos orixás, "manda descer pra ver", na Terra tem um monte de gente preta marchando pelas ruas em nome do seu santo.
Chegando lá eu vou agradecer e também vou pedir, "toda fé tem um andor" e todo mundo tem ao menos uma fé. A fé é uma só. Eu vou pedir, porque tenho fé; vou pedir ao Senhor do Bonfim, a Oxalá, a Iansã, a Yemanjá, a Oxum; a todos os orixás; a mim mesma. Vou me pedir a verdade, a "verdadeira natureza interior", sem medo nem vergonha; deixar falar aquelas vozes caladas durante muito tempo, oprimidas. Vou me pedir que seja eu. E vou pedir também que as minhas feridas cicatrizem. Vou pedir a cura. Será sempre cicatriz, o meu corpo será prova do que vivi, não pretendo esquecer. Mas quero a cura. A cura permanente, a capacidade de encher de amor cada dor, misturando e fechando pouco a pouco a carne exposta. Se fechando, se protegendo, dia a dia, todos os dias da minha vida. Quero pedir proteção: "eu não ando só". Então lembro que não estou tão sozinha, que não sou tão dona da minha verdade, que faço parte de algo maior, infinito e belo, e que sirvo à harmonia da qual dependo, da qual dependemos.
Então acredito na paz do fim dos tempos.
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