segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aprendendo a só ser...


Feche seus olhos e observe você sendo...

(silêncio)

Algo está lhe faltando aí agora?
Você precisa de mais alguém aí agora?
Você está em busca de alguma coisa aí agora?
Observe-se!
Silencie-se!
Escute-se...

Gostosa


"...Venha conhecer a vida

Eu digo que ela é gostosa

Tem o sol e tem a lua

Tem o medo e tem a rosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a noite e tem o dia

A poesia e tem a prosa

Eu digo que ela é gostosa

Tem a morte e tem o amor

E tem o mote e tem a glosa

Eu digo que ela é gostosa

Eu digo que ela é gostosa..."

(Boas Vindas - Caetano Veloso)

domingo, 30 de outubro de 2011

Um alento



Já era tarde,
Reticente...por obra divina,
Me rendi aos apelos,
Titubiei.

Para grande surpresa,
Na tentativa infrutífera de um abraço inexitoso,
Fiquei curioso no olhar indecoroso,
Que me despertara por detrás das lentes!

Gostaria de conhecê-lo melhor,
Perder-me no tempo, esvaziar teu alento,
Senão agora, noutro momento,
Quem sabe ao menos fazer parte da rede de relacionamento.

Uma coisa é certa...titubiei,
Mas audacioso que sou,
Não gostaria sentir que exitei,
Diante de um suspiro passageiro de amor.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

AMOR É SÍNTESE




Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...

Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.

Mario Quintana

domingo, 23 de outubro de 2011

Vaidade



Ahhh...vaidade...
Em tuas tolas distrações,
Me espelho nas árvores,
Milênios, milênios no ar,
Enraizada à esperar,
A próxima energia à se aproximar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011


Depois de muitas horas de pedalada, de pequenos perrengues no escuro, achamos um lugar pra ficar. Arrumamos as barracas, comemos uma comida que não ficou muito gostosa e fomos nos preparar pra dormir (era a última dormida antes de chegar no destino daquela viagem).

Tínhamos sujeira e barro de um dia inteiro de ladeiras esburacadas, e suor de muitas e muitas e muitas subidas empurrando as magrelas (mas que pareciam obesas de tão pesadas).

Com tudo arrumado só faltava tomar banho, tirar as lentes de contato (no meu caso) e dormir.

“A água acabou”

“Como assim?”

“A bomba não tá funcionando e não tem como arrumar agora”

Eis que me bateu o desespero: como tirar as lentes de contato com as mãos tão sujas? Como dormir com tanta sujeira no corpo?

“Cara, bora no mar? É melhor dormir salgado do que tão sujo”

Então saímos à procura do mar.

Tudo tava muito escuro: nossa única luz era a luz da lanterna.

Andamos, andamos e andamos até uma hora em que ele falou:

_Sabe quando nossas mães dizem pra gente não andar em lugares perigosos?

Com o sério risco de ficar perdido no escuro no meio do nada, decidimos voltar. Ele tomou uma cerveja e foi dormir, e eu fui arrumar um jeito de tirar as lentes de contato.

Com uns três dedos de água mineral, uma esponja, detergente e álcool, tirei as lentes e me dei um pequeno banho de esponja.

Depois de uma ou duas horas de insônia por causa da agonia da sede e da sujeira no corpo, consegui dormir.

Xiiiiii...

Acordei de manhã com o barulho da água doce caindo do chuveiro.

Corri pra tomar banho e, naquele instante, com a água doce lavando meu corpo e minha alma, percebi que tenho duas Mães! :)


Que o alívio, a doçura e a beleza mansa da nossa Mãezinha mais doce lave toda dor, sede e agonia dos nossos destinos.

Que assim seja! :)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A falta que um rabo me faz!


Não sei se vocês moradores de Salvador estão sentindo os mosquitos - mas eles estão impossíveis!

Como desabafo pessoal, trago meu relato:

Moro em Plakaford e ultimamente tenho sofrido com a presença dos mosquitos. Simplesmente não me sinto preparado e tenho dificuldades para lidar com eles.

Aqui em casa, estamos utilizando técnicas milenares para nos protegermos: penduramos sacos plásticos com água nas janelas, passamos repelente, acendemos incensos inseticidas, usamos teflon de tomada, mosquiteiros de tecido, mata mosquito elétrico em forma de raquete e tudo mais! Às 17 h horas fechamos todas as portas e janelas - essa é bem eficaz - o problema é só o calor!

Uma coisa me preocupa, Verão ta vindo aí e com ele vem a reprodução insana das espécies, inclusive dos benditos mosquitos, que trazem consigo nossa adorável amiga dengue, que todo ano assola a cidade de Salvador. Barril! Vamos morrer!

Vou na essência e me questiono: porque os mosquitos estão invadindo meu habitat? Concluo por certo, que estão invadindo seu habitat! Claro! As grandes construções na Paralela têm reduzido o habitat dos animais, os quais estão invadindo outros habitats! Me quebrei! Com essa couraça que tenho - morro!

Pensei em começar a criar sapos e perecas, mas percebi que poderia criar outro desequilíbrio ecológico! Então me veio à tona, a falta que um rabo robusto me faz! Me coloquei aqui no lugar da vaca! Seria perfeito, poder estar escrevendo minha monografia sem nenhum mosquito nas minhas pernas! Meu rabo teria um tipo de habilidade própria para afastar mosquitos! Daqui a pouco vão começar a nascer crianças com rabos por aqui - ou quem sabe - com anticorpos especialíssimos!

Alô! Papai do céu - me dá um rabo!

domingo, 9 de outubro de 2011