terça-feira, 31 de maio de 2011

IN-EDIT BRASIL - SALVADOR


A equipe do IN-EDIT BRASIL passou um ano inteiro preparando este festival. Andando pelos principais festivais de cinema do mundo; escutando a opinião dos grandes mestres do documentário; conversando com produtores, cineastas, músicos, empresários, técnicos, jornalistas, críticos e fãs; trocando experiências com outras sedes do In-Edit e conhecendo muita gente com ideias novas. Tudo para levar até nós o que existe de mais relevante no universo dos documentários musicais. Um trabalho minucioso que exige dedicação e conhecimento. O festival reúne produções de filmes documentários sobre música de todo o mundo. Começou em Barcelona, na Espanha, oito anos atrás e há dois ganhou edição nacional, em São Paulo e Rio de Janeiro. Bem queridas(os) o fato é que o este festival chegou a cidade do axé (créditos a Petrobrás e a Natura pelo incentivo), documentários musicais, mesas de conversa com produtores, tudo isso do dia 02 ao dia 09 de junho na Sala de Arte do Cinema do Museu. Confiram aqui a programação. No dia 02 às 20 h, sessão imperdível, FILHOS DE JOÃO – O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO, deixo o trailer para assistirem. Então vamos prestigiar iniciativas como esta pessoal para depois não ficarmos com conversinhas que somos provincianos etc etc etc.

Bjs encontro vocês por lá !

O que resta de ti...


O beijo que te dei,

até hoje guardo,

sinto o toque das pêras em meus lábios,

o gosto macio do teu batom,

tua língua tímida, curiosa.


o cheiro do momento,

do vento que bate em teus cabelos,

e o doce ar do teu perfume,

mesclado com a maresia,

inebriavam meu ambiente.


Te ter e não te poder,

é dor, injustiça do amor,

é vão na imensidão,

salto da conquista,

é amor que se despista.


O tempo passe,

e a vida não mude,

ou deturpe, o que me resta de ti,

dentro de mim,

só cuide pra que volte.

domingo, 29 de maio de 2011

Aos que vão começar...


Assim era no princípio
Metáfora pura
Suspensa no ar
Assim era no princípio
Só bocas abertas
Inda balbuciantes
Querendo cantar

Por isso que sempre no início
A gente não sabe como começar
Começa porque sem começo
Sem esse pedaço não dá pra avançar
Mas fica aquele sentimento
Voltando no tempo faria outro som
Porque depois de um certo ponto
Tirando o começo até que foi bom

Por isso é melhor ter paciência
Pois todo começo começa e vai embora
O problema é saber se já foi
Ou se ainda é começo
Porque tem começo que às vezes demora
Que passa um bom tempo
Inda está no começo
Que passa mais tempo
Inda não está na hora
Tem gente que nunca sai do começo
Mas tem esperança de sair agora

Se todo começo é assim
O melhor começo é o seu fim
Um dia ainda há de chegar
Em que todos irão conquistar
Um meio pra não começar

Agora depois do começo
Já estou me sentindo
Bem mais à vontade
Talvez já esteja no meio
Ou começo do meio
Porque bem no meio
Seria a metade

É bom demais estar no meio
O meio é seguro pra gente cantar
Primeiro, acaba o bloqueio
E a te o que era feio começa a soar
Depois todo aquele receio
Partindo do meio, podia evitar
Até para as crianças nascerem
Nascendo no meio, não iam chorar

Diria, sem muito rodeio
No princípio era o meio
E o meio era bom
Depois é que veio o verbo
Um pouco mais lerdo
Que tornou tudo bem mais difícil
Criou o real, criou o fictício
Criou o natural, criou o artifício
Criou o final, criou o início
O início que agora deu nisso

Mas tudo tomou seu lugar
Depois do começo passar
E cada qual com seu canto
Por certo ainda vai encontrar
Um meio para nos alegrar

O meio - Voz e Violão: Luiz Tatit

...e agora comece! :D

"O homem ignorante não ama todos os seres, mas ele anda na companhia de qualquer pessoa, no entanto o homem sábio ama todas as criaturas, mas escolhe para conviver intimamente somente aqueles que estão na mesma busca de virtude"

(Confúncio)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O conto do velho sábio chinês


"Era uma vez
Um sábio chinês
Que um dia sonhou
Que era uma borboleta
Voando nos campos
Pousando nas flores
Vivendo assim
Um lindo sonho...

Até que um dia acordou
E pro resto da vida
Uma dúvida
Lhe acompanhou...

Se ele era
Um sábio chinês
Que sonhou
Que era uma borboleta
Ou se era uma borboleta
Sonhando que era
Um sábio chinês..."
(Raul Seixas)

Desiderata



"Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se,
mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você:
isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho,
por mais humilde que seja,
ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo.
Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira,
pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos
e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado
para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários:
muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina conserve,
para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores,
você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber,
a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus,
seja qual for o nome que você lhe der.
No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida,
conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano,
o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz
e partilhe com os outros a sua felicidade".
(Max Ehrmannn)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Marcha da Maconha, dia 28/05




Onde: Caminhada - Farol da Barra

Quando: dia 28/05/2011, às 14:30 - 17:30

Por que: porque acreditamos que a criminalização da maconha não passa de uma posição racista, criminógena, determinista e preconceituosa; porque o lucro do tráfico de maconha não financia o tráfico de drogas (balela); porque reconhecemos a maconha como uma costume consolidado na sociedade brasileira (3º país em consumo no mundo); porque descobrimos as qualidades reflexivas da erva; porque utilizamos como um contraponto ao neo-conservadorismo hipócrita burguês; porque sabemos que o uso da maconha torna as pessoas mais sensíveis, amáveis e caridosas, quase socialistas (e as pessoas que a proíbem também sabem e como sabem...risos); porque acima de tudo queremos usar e gostamos da sensação de leveza e sensibilidade; porque defendemos o uso da maconha não apenas para fins terapêuticos, como de fato o é, mas também o uso recreativo da droga.

Está aberto o debate...

Mas hei! Neo-conservador de plantão...antes de debater me responda: você já tomou seu rivotril hoje?

Agora sim...pode começar...se tiver coragem!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

O mundo que quero

Aflige-me que o mundo que vive dentro de mim não venha a se realizar tão cedo. Pena! Eu o vejo com clareza, em todas as suas cores resplandecentes. E é bem certo que essa luz é o sol refletido e espalhado pelo chão, por belíssimos, amplos sorrisos. Esse mundo que eu vejo com clareza não padece, como o nosso, de nenhuma escassez, e o sorriso é a única moeda de troca: farta, bela, com ela é possível obter comida, abrigo, amizades, e sortes de prazer às quais faltam palavras ainda.

Eu vejo um mundo onde não tenho que explicar as coisas simples. Pois, veja, as coisas simples são as que mais tomam meu tempo, meu dia. Passo dias a explicar, repetidamente, as verdades que as pessoas refutam pelo medo simples de não saber o que vem depois dela – como uma criança que tem medo do mar, e deixa as ondas lamberem, suavemente, apenas as pontinhas dos dedos.

Imagine ser um professor de matemática e viver em um mundo onde dois e dois nunca chegam a quatro. Ora três, ora cinco; nunca quatro. E não adianta: as pessoas não gostam desse número. Esforçam-se por não vê-lo. Se acaso juntamos quatro laranjas ou quatro maçãs ou quatro porquinhos ou quatro aviões, as pessoas se desviam do assunto das mais diversas maneiras. É um belo malabarismo retórico. Se estão diante de quatro aviões, perguntam se serão mesmo aviões. Argumentam que, apesar de todas as semelhanças, são quatro coisas no mundo completmente distintas porque – ora! – os átomos que numa estão, não estão na outra. Não há nada em comum entre elas.

A mim não importa que sejam coisas distintas ou semelhantes, ou iguais – embora essa palavra seja perigosa – mas que sejam quatro. E que as pessoas sabem, muito bem, contar. E sabem que há quatro aviões, porquinhos, laranjas ou maçãs; eu só quero que admitam. 4! Admitam que sabem contar, e que se acaso não gostam do número, se o escolheram como proscrito da matemática, que seja! Que seja a religião do número 4, mas apenas admitam que vêem quatro aviões, laranjas, porquinhos, maçãs.

Eu sonho com um mundo de pessoas com coragem para admitir que SABEM. SABEM o que comem. SABEM que o defunto jazente em seus pratos não deveria estar ali, mas balindo e trotando pelos campos ensolarados, comendo girassóis, deitando-se ao sol, sobre a relva. SABEM que são cruéis e egoístas; que o prazer fútil do paladar não vale uma vida. Sonho com um mundo onde eu não tenha que explicar por que não há um porco ou uma vaca no meu prato; sonho com um mundo onde seja claro que o leite é sempre acompanhado de lágrimas.

Eu sonho com um mundo onde as mães se compadeçam, e se reconheçam pelos seus olhares. Onde nenhuma vaca tenha de ser apartada do bezerro antes mesmo de dar-lhe o primeiro leite; com um mundo onde as gatas possam banhar a cria antes de que ela seja cruelmente atada a um saco plástico e jogada no lixo; onde as galinhas possam aninhar no calor de suas penas, fetos que chegarão a ser pintos.

Eu sonho com um mundo onde cadelas cuidam de seus filhotes até que, gordos e fortes, caiam das tetas; inchados de tanto mamar. E que essas mesmas cadelas não andarão pelas ruas alquebradas, magricelas, porque o leite que vertem é o próprio corpo que se decompõe e se desfaz para alimentar a prole. Onde uma mãe humana possa acolher no próprio seio o filhote de qualquer animal que porventura precise de socorro; onde todas as fêmeas serão mães de todos os filhotes, numa união tão absoluta que não requeira mais a palavra “mãe”.

Todos os dias sonho com elefantes que desconhecem seus grilhões. E ursos que, devolvidos à floresta, desaprendam dia a dia a dançar. Sonho com chimpanzés que não arreganhem falsos sorrisos na TV, e que falsos sorrisos não se arreganhem na face humana ao ver um touro sofrer até a morte.

Nesse mundo, o toureiro abre caminho, e o touro corre sozinho, feliz, tranqüilo, rumo à sua liberdade; nenhum cachorro será deixado no frio, fora de casa, à própria sorte; as rainhas abelhas serão louvadas com todo o mel que as operárias puderem produzir.

Ursos polares poderão descansar, finalmente, sobre suas calotas polares, sem a preocupação de se desgarrarem em icebergs, sem a preocupação de flutuar a esmo nos mares.

Nenhuma galinha dependurada pelo pé sangrará até morrer afogada no próprio sangue, enquanto este se esvai no frio do abatedouro.

Sonho com um mundo em que as pessoas não sonhem para si mesmas. Que não se desanimem com o futuro, que se bastem em construir para os outros. Sonho com um mundo em que as pessoas são felizes simplesmente pela felicidade que se estampa no rosto do outro, e que assim, felicidade espelhada em felicidade, não importem identidades, individualidades, e todos os caprichos do ego que nos cindem.

Sonho todos os dias com esse mundo onde os porcos que eu não comi vagam chafurdando as areias do tempo. Onde, por fim, nada mais precise ser sonhado, onde tudo esteja simplesmente ao alcance fácil das mãos.


Carmen de Carvalho, publicado em http://vegtemas.org/o-mundo-que-eu-quero/

Um beijo e um requeijão


Sei que tu vais,

E nada tenho a fazer,

Muita falta fará,

O silêncio incontinente,

A conversa solene,

O abraço que deixei de ter!

Voa passarinha,

Segue o teu caminho,

Escute a mensagem do anjo,

Na dura hibernação,

Um beijo e um requeijão!


Antes do show de João :)


Protesto? Festa? Manifestação? Carnaval? Pedalada? Tudo junto e muito mais. Uma vez por mês várias pessoas se reunem para a celebração máxima da Cultura da Bicicleta. Não importa a sua tribo, você vai amar a Bicicletada - Massa Crítica.

Participe. Gratuito. Pedal leve, qualquer pessoa pode participar.

PRÓXIMA BICICLETADA SALVADOR [MASSA CRÍTICA]: 27 de Maio de 2011 - Do Rio Vermelho [Largo da Mariquita - ao lado de Cira do acarajé] até o Porto da Barra [pequena parada] e retorno para o Rio Vermelho. Gratuito. Vá de bike. compartilhe a rua.

TODA ÚLTIMA SEXTA DE CADA MÊS. 18:30h

A Massa Crítica, ou Bicicletada, é um movimento aberto a todos aqueles que estejam afim de articular coletivamente estratégias para divulgar, estimular e promover as condições necessárias para o uso da bicicleta como meio de transporte, além de reivindicar o seu espaço nas ruas. Desse modo pretende-se despertar a população e os gestores da mobilidade a consciência de que a bicicleta é um meio de transporte, sustentável, e que como todos os outros merece o devido respeito.

Lutamos por cidades amigáveis, onde os seres humanos sejam respeitados, por transporte público de qualidade para todos, multimodal e integrado.
A mobilidade urbana é um direito de todos.

http://bicicletadasalvador.blogspot.com/