quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Espiritualidade e moralismo


Espiritualidade e moralismo são caminhos opostos.

A primeira é libertação, o segundo é aprisionamento mental.
Se sua espiritualidade está cheia de regras tolas, de preceitos vazios, de limitações sem sentindo; então não se trata de um caminho verdadeiramente espiritual.
Espiritualidade é liberdade, vento no rosto, sorriso de criança. É aventura, alegria, contentamento, poesia, nervos soltos e cabeça aberta.
Se segues obediente um livro de receitas prontas, então é escravo do irracional.
Se seu Deus é seu, se sua fé é cega, se sua prática espiritual pode se definir com algum “ismo”, então é apenas mais um escravo do irracional.
Não leia mil livros, não siga mil mestres: siga apenas seu coração. Seja como o vento, como o mar, como um animal livre na floresta. Seja um Adão nu no paraíso do conhecimento original...
Deixe que o som das batidas de seu coração desnude toda a máscara ideológica que enfeia sua verdadeira personalidade.
Apenas seu coração conhece o seu verdadeiro caminho espiritual. Palavras, mesmo as mais bonitas, são ilusão. Pensamentos, mesmo os mais felizes, são ilusão. A verdade é o som do silêncio interior, das batidas do coração puro e as sensações antes das interpretações mentais.
Busque sua essência, o silêncio e seu estado mais puro e verdadeiro.
Métodos, regras abstratas de conduta e preceitos inventados, por mais lógicos e “sensatos” que possam parecer não conseguem guiar um caminho verdadeiramente espiritual (regras podem até guiar um caminho religioso, mas jamais um caminho espiritual).
Permita-se à liberdade. Permita-se encarar o Mistério sem tentar desnudá-Lo. Deixo-O assim: misterioso. Não acredite Nele. Não diga nem que Ele é “ele”, ou isso, ou aquilo. Apenas contemple-O em silêncio, sem procurar respostas, sem pretender fundar doutrinas, seitas ou religiões.
As muletas não permitem o verdadeiro crescimento interior. Óculos emprestados não permitem a verdadeira busca interior.
Quando o Pai é o sol e o vento, e a Mãe é a terra e a brisa, como pensar em “acreditar” ou ter “fé” em qualquer coisa?
Quando sua religião for apenas o mais puro e verdadeiro AMOR, então toda moral inventada mostrar-se-á grão de areia insignificante em meio a imensidão do Absoluto.

3 comentários:

  1. a espiritualidade não pode ser um instrumento de opressão, mas sim de emancipação. fé, amor e luta!

    ResponderExcluir
  2. "...toda moral invetada mostrar-se-á grão de areia insignificante em meio a imensidão do Absoluto"

    e aí sim...tudo será nosso...vida regada de amor...e amor será amor!

    ResponderExcluir
  3. Eu amo tanto, tanto vocês.

    Eta quarteto fantástico esse! ;)

    ResponderExcluir